Neverland: A tartaruga, o escorpião e o problema da confiança.

Welcome to my Crazy Mind...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A tartaruga, o escorpião e o problema da confiança.

Certa vez, numa bela e fria manhã de domingo, às margens do pitoresco riacho conhecido por Confiança, caminhava a tartaruga Gilda Frenética. Sua lentidão e a dificuldade de realizar algumas tarefas eram suas grandes marcas; era desengonçada, estranha e até mal vista pela maioria dos bichos da floresta. Naquele dia, a doce e estabanada figura mal imaginava o quanto um encontro inesperado mudaria sua vida.


Ao chegar às margens do rio, como por um passe de mágica, dela se aproximou um pequeno escorpião. Maquiavel era seu nome. Cara de mau, jeito de olhar fixo, tinha um ferrão imenso, daqueles de colocar medo em qualquer um, até mesmo em Calígula, o leão e chefão de todo o lugar.

─ Fala menina! ?Me dá uma carona??

A sábia tartaruga, com a pulga atrás das orelhas, simplesmente balançou calma e negativamente a cabeça e sinalizou:

─ Não sou doida, você vai me picar e matar. Veja o belo dia, seria hoje o dia de sentir o gosto da morte?

─ Hum! Nem pensa! Esbravejou a tartaruga, toda dona de si.

─ Nada disso, não seja inocente! Eu não sei nadar, sem sua ajuda e a força de seu casco, simplesmente eu me afogarei. Por que não acreditar?

Assim, Maquiavel deixou a decisão sobre seu futuro, nas mãos, ou melhor, nas costas do animalzinho mais complicado de toda a vizinhança.

A tartaruga refletiu, ponderou várias vezes, sempre com sua marca registrada: a rapidez. A decisão saiu antes do esperado. E, decretou:

─ Você tem toda a razão, caro escorpião!

─ Meu decreto está pronto: venha. Aprece-se, vamos para a outra margem, assim chegaremos ainda com a luz do sol ─ ambos entraram na água.

No meio do caminho, já pelas tantas nadadas, o clima de stress natural foi rompido. O inusitado aconteceu:

─ AI! Gritava feroz e desesperadamente a, agora ferroada, tartaruga.

─ Você me traiu. Tinha prometido! ? Ao longe se ouvia, cada vez mais baixo, as ponderações do inocente bichinho.

O escorpião, por sua vez, deixou-se levar pelo seu instinto assassino. Sua irracionalidade foi seu sepultamento e agora, também, o de Gilda Frenética. Ele, com lágrimas nos olhos e um amargo sorriso em sua face, gritava enquanto ambos afundavam: É meu caráter, eu não me controlei?.

A vida, muitas vezes imita um mundo de fantasias e sonhos. Quem quiser caminhar pelas águas da confiança, precisa aprender a dar valor ao caráter, aos bons exemplos e a credibilidade. Essas virtudes não nascem de promessas ou da conveniência, mas daquilo demonstrado todos os dias de nossas vidas
 
                                                                                                                                    C.e.p.

5 comentários:

  1. Schiffer
    como vc está??
    quando vai vir p cá?
    estamos com mtas saudades das suas doidices..hsauhsuahsuahs
    Nossaa eu fico boquiaberto c seus textos...vc sempre escreveu bem...gostei mto de vc ter voltado c seu blog..curto demais ler as suas coisas...
    muito boa essa fábula q vc fez da original..ficou otimo...e a lição c q vc terminou sensacional..vc sabe mesmo deixar qlqr um sem palavras...
    Parabens lindaa
    sou seu fã n 1
    grande beijooo

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  2. lora crazy.
    qndo eu crescer quero ser igual a vc!
    amiga te admiro mto.vc mora nu meu coração linda.obrigada por tudo(vc sabe o q ne?)eu te enxo as paciencias mas vc sabe q eu te amo ne??vc eh a irma q eu nunk tive..amo vc lorossaa!

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  3. Olá querida!
    Retribuindo sua visita e comentários!!!
    Grande Bjo
    Aparecerei mais vezes por aqui!

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  4. Sem desprimor, prefiro a fábula na versão pura de Esopo; ou da tradução popular, o velho dito "pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita." E nesses a gente não deve confiar nem por um milésimo de segundo.

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  5. amiga gosto da versão original..mas a sua versão ficou mara..bem profunda!
    beijos
    te adoro gatinha

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