Neverland: CAFÉ FILOSÓFICO

Welcome to my Crazy Mind...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

CAFÉ FILOSÓFICO

Para quem assistiu ao filme 2001 uma Odisséia no Espaço pode ver um dos maiores clássicos do mundo cinematográfico. A histórica cena ao mostrar o homem das cavernas e sua descoberta do fogo é emblemática, ele joga para o céu sua tocha em chamas... e, acredite: o mundo jamais foi o mesmo. Desde as primeiras faíscas da descoberta até o mundo das teses futurísticas do físico inglês Stephen Hawkins, muita coisa mudou mesmo nada tendo mudado.


Nós, seres humanos, somos seres fantásticos. Ao olharmos para a curva do conhecimento veremos que nunca evoluímos tanto como nos últimos cinqüenta anos. Sonhamos com a Lua e fomos à Lua; saímos dos computadores do tamanho de uma sala, passamos pelos portáteis e chegamos aos super-chips, versões minúsculas dos supercomputadores. Mudamos. Criamos. A Biologia que o diga, aliás, ela é coisa do passado, sem falar da Medicina, evoluiu também, a moda agora é a Biomedicina, a Engenharia Genética... O corpo tem dono. Isso terá fim?

Desde o homem de neandertal tudo ou quase nada mudou. Ainda temos aquela marquinha dentro de nós: a boa e velha curiosidade. Quem nunca foi pego pela vovó com a boca na butija por furto daquelas chipas, quentinhas, com queijo do bom e que só ela sabe fazer. Ou então dando aquela espiada na prova antes de seu início, cabulando a ordem do fiscal: Não abram a prova sem a autorização. Esses somos nós. Curiosos um dia, criativos no outro, o céu é nosso limite: tacape, roda, escrita em pergaminhos e até mesmo em papiros. Tecnologia, internet, computador, telas de plasma já são coisa do passado, mesmo sendo novidade pra maioria das pessoas, aliás, a moda agora é o LCD.

Fossem outras épocas, o que se esperaria dessa tal capacidade humana de criação seria uma grande pendenga. Platão há muito decretou em alto e bom som: ?a beleza está na criação e não na cópia?. Ah, Filosofia, andas pobre e nua, sozinha e solitária. Hoje, criar nem pensar, aprende-se no berço educacional que no mundo nada se cria, tudo se copia. Um absurdo! Afundamos a moral.

O século XXI está aqui, é o real, o agora. O Brasil se debate em cólicas sobre a questão dos trabalhos informais gerados pelo mundo do camelô. Ora, pirataria não é crime ou não seríamos nós os criadores dos camelódramos? A corrompida natureza humana se rende ao mundo ilegal e imoral, não produz, não cria, não inova; ao contrário, rende-se, vende-se tal qual quem tira a esperança, o sonho de melhorar o mundo através da capacidade inventiva. Patético! Resta dignidade ao país tropical? Provemos do sabor do desemprego de um lado e da tristeza da criação do outro.


No mundo globalizado a realidade é online, virtual, mas o real mantém os mesmo dilemas da época da vovó. Nada mudou no planeta café-com-leite, mantemos a essência humana, intacta, imexível como ensinou um ex-ministro do trabalho ao enterrar a gramática e criar o novo, diferente, mas convenhamos: novo. O espírito humano reflete exatamente o que somos: curamos os males do século, como a peste negra, mas não debelamos o mal do agora: a corrupção. O celular aproxima os homens, falamos em qualquer momento em todo lugar do planeta, mas nunca fomos tão afastados uns dos outros. Solitários e sozinhos num dia, tristes e egoístas no outro. Talvez seja o momento de pensar, refletir sobre tudo, até sobre nós. Morte aos torpedos! Exaltemos os abraços! Que tal num café com chipa?

                                                                                                                                                CEP

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